{"id":1016,"date":"2025-04-30T14:00:00","date_gmt":"2025-04-30T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/?p=1016"},"modified":"2025-08-19T15:48:13","modified_gmt":"2025-08-19T18:48:13","slug":"ser-clt-e-o-bicho-papao-da-nova-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/index.php\/2025\/04\/30\/ser-clt-e-o-bicho-papao-da-nova-geracao\/","title":{"rendered":"\u2018Ser CLT\u2019 \u00e9 o bicho-pap\u00e3o da nova gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Na Internet, jovens desvalorizam o trabalho formal e romantizam a pejotiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Bianca Brustolini<\/em><br><em>Kamily Nogueira<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"923\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-923x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1018\" style=\"width:260px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-923x1024.jpeg 923w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-270x300.jpeg 270w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-768x852.jpeg 768w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-1384x1536.jpeg 1384w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Imagem-de-capa-1845x2048.jpeg 1845w\" sizes=\"auto, (max-width: 923px) 100vw, 923px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>Trabalhar com Carteira de Trabalho e Previd\u00eancia Social (CTPS) assinada significa estar sob a garantia de um conjunto de leis trabalhistas (CLT) que regulam as rela\u00e7\u00f5es empregat\u00edcias no Brasil.<br><em>Foto: Bianca Brustolini<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>\u201cOs jovens e o medo de ser CLT\u201d. Esse \u00e9 o t\u00edtulo do v\u00eddeo que a influenciadora Fabiana Sobrinho publicou no TikTok em janeiro deste ano. Com mais de 1 milh\u00e3o de seguidores na rede social, <em>fabi.bubu<\/em> diz que ouviu sua filha de 12 anos falando com outros adolescentes sobre ser CLT de forma negativa. Ao ser questionada sobre o que significa \u2018ser CLT\u2019, a menina responde que \u00e9 \u201candar de \u00f4nibus todo dia, muita gente, chefe, pessoas mandando&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p>O caso n\u00e3o \u00e9 isolado. Em abril, a criadora Sawana Dalla publicou um v\u00eddeo no Instagram e no Tiktok onde sua m\u00e3e, que \u00e9 professora, conta que os\/as estudantes do ensino fundamental da rede p\u00fablica onde trabalha come\u00e7aram a usar a express\u00e3o \u201cser CLT\u201d como ofensa. Nos coment\u00e1rios, usu\u00e1rios\/as dizem j\u00e1 ter presenciado situa\u00e7\u00f5es parecidas: \u201cMeu aluno do 4\u00b0 ano disse que n\u00e3o tinha mais medo do bicho-pap\u00e3o, tinha medo era de virar CLT\u201d, comentou uma usu\u00e1ria na postagem do Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, de onde vem esse desprezo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho com carteira assinada tem sido cada vez mais desvalorizado, especialmente com a crescente circula\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es nas redes sociais digitais, que ajudam a espalhar uma vis\u00e3o negativa sobre o emprego tradicional. A ideia de que o trabalho formal est\u00e1 associado \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o, \u00e0 rigidez das normas e ao fracasso tem ganhado for\u00e7a, impactando n\u00e3o s\u00f3 os jovens, mas toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), at\u00e9 fevereiro deste ano 39,5 milh\u00f5es de brasileiros estavam empregados no setor privado com carteira assinada, enquanto 13 milh\u00f5es trabalhavam informalmente e 25,8 milh\u00f5es por conta pr\u00f3pria. Al\u00e9m disso, 40% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam em situa\u00e7\u00e3o de informalidade no final de 2024.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<p>Esse quadro tem impulsionado o aumento das atividades empreendedoras no Brasil. Segundo o Monitor Global de Empreendedorismo, realizado pelo Sebrae, mais de 47 milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o envolvidos em algum tipo de rela\u00e7\u00e3o empreendedora, refletindo o aumento do desejo de autonomia e liberdade no mercado de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ter um emprego com carteira assinada passou a parecer menos interessante, ainda mais com o aumento da valoriza\u00e7\u00e3o do empreendedorismo e com a piora nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho desde a reforma trabalhista de 2017. Segundo a professora do Departamento de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, Daniela Alves, isso tem mudado como as pessoas veem o trabalho, que, para muitos, deixou de representar dignidade e passou a ser visto como algo explorador e opressor.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a j\u00e1 atinge os mais jovens. Express\u00f5es que soam como um xingamento, como \u201cvoc\u00ea \u00e9 um CLT\u201d, t\u00eam se tornado comuns entre crian\u00e7as e adolescentes, refletindo uma percep\u00e7\u00e3o negativa, muitas vezes influenciada pelo comportamento dos adultos ao redor: \u201cCrian\u00e7as e jovens n\u00e3o sabem essas coisas. Os adultos os ensinam. Ent\u00e3o, se eles est\u00e3o aprendendo que isso \u00e9 ruim e que tem um sentido negativo, est\u00e1 vindo de algum lugar\u201d, afirma Alves.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora aponta que, al\u00e9m da fam\u00edlia e da escola, as redes sociais e a m\u00eddia t\u00eam grande influ\u00eancia em como o trabalho \u00e9 percebido. Profiss\u00f5es mais flex\u00edveis, como a de influenciador digital, costumam ser mais atrativas por serem apresentadas como alternativas mais f\u00e1ceis, lucrativas e cheias de prest\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionada sobre como combater a propaga\u00e7\u00e3o das <em>fake news<\/em> em rela\u00e7\u00e3o ao regime da CLT, Daniela Alves defende que, apesar das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas gerarem insatisfa\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial construir uma contra-narrativa, incentivando a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados educativos que mostrem a import\u00e2ncia dos direitos trabalhistas na promo\u00e7\u00e3o da dignidade e seguran\u00e7a do trabalhador, sem ignorar as contradi\u00e7\u00f5es que esse modelo apresenta. Segundo afirma, <em>\u201cn\u00e3o podemos idolatrar ser trabalhador. O problema \u00e9 o conceito CLT, porque CLT \u00e9 s\u00edmbolo de garantia e de direitos trabalhistas. N\u00e3o quer dizer que todo trabalhador CLT \u00e9 feliz. Ele tem uma luta constante e permanente, para manter a sua dignidade e as suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"844\" height=\"753\" src=\"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Print.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1017\" srcset=\"https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Print.png 844w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Print-300x268.png 300w, https:\/\/outrolhar.ufv.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Print-768x685.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>V\u00eddeo da influenciadora Sawana Dalla e sua m\u00e3e sobre as crian\u00e7as usarem o fato de \u2018ser CLT\u2019 como ofensa.<br><em>(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O que, afinal, significa \u2018ser CLT\u2019?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho) \u00e9 um conjunto de leis trabalhistas que regulam as rela\u00e7\u00f5es empregat\u00edcias no Brasil. \u201cTrabalhar CLT\u201d ou \u201ctrabalhar de carteira assinada\u201d significa atuar em um regime de trabalho regido por essa norma e sob assinatura da Carteira de Trabalho e Previd\u00eancia Social (CTPS).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas leis definem a carga hor\u00e1ria do trabalhador, sal\u00e1rio m\u00ednimo, deveres do empregador e os direitos do empregado. Ou seja, orienta toda a rela\u00e7\u00e3o entre empresa e funcion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais direitos garantidos pela CLT, atualmente, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sal\u00e1rio m\u00ednimo;<\/li>\n\n\n\n<li>Jornada de trabalho m\u00e1xima de 8h di\u00e1rias ou 44h semanais<\/li>\n\n\n\n<li>Pagamento extra por horas adicionais;<\/li>\n\n\n\n<li>F\u00e9rias remuneradas;<\/li>\n\n\n\n<li>13\u00ba sal\u00e1rio: pagamento adicional no fim do ano, proporcional ao tempo trabalhado;<\/li>\n\n\n\n<li>FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o);<\/li>\n\n\n\n<li>Seguro-desemprego: benef\u00edcio tempor\u00e1rio para trabalhadores dispensados sem justa causa;<\/li>\n\n\n\n<li>Descanso semanal remunerado: direito de folgar ao menos um dia na semana;<\/li>\n\n\n\n<li>Licen\u00e7a-maternidade e paternidade: licen\u00e7a-maternidade de 120 dias e licen\u00e7a-paternidade de 5 dias, podendo ser estendida.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Pejotiza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A PJ (como foi popularizada a pessoa jur\u00eddica) \u00e9 uma entidade formada por um ou mais indiv\u00edduos e registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jur\u00eddicas (CNPJ). O termo <em>pejotiza\u00e7\u00e3o <\/em>surge, assim, para nomear a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais como pessoa jur\u00eddica, em vez de empregados regidos pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). Nesse tipo de contrata\u00e7\u00e3o, o trabalhador se torna um prestador de servi\u00e7os: a rela\u00e7\u00e3o passa, ent\u00e3o, a ser de empresa para empresa, ao inv\u00e9s de empresa-empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, muitas empresas t\u00eam utilizado o contrato de terceiriza\u00e7\u00e3o para mascarar uma rela\u00e7\u00e3o de trabalho, uma vez que a pejotiza\u00e7\u00e3o pode representar uma grande economia para o empregador. Isso porque, como pessoa jur\u00eddica (PJ), o profissional emite nota fiscal e assume a responsabilidade por todos os tributos relacionados \u00e0 sua atividade, incluindo a contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social. Al\u00e9m disso, o empregador se abst\u00e9m de encargos que s\u00e3o exigidos pela CLT, como 13\u00ba sal\u00e1rio, f\u00e9rias remuneradas, horas extras, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A pejotiza\u00e7\u00e3o ficou mais forte no pa\u00eds ap\u00f3s a Reforma Trabalhista de 2017, onde a legalidade da terceiriza\u00e7\u00e3o foi estendida a toda e qualquer atividade de um neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os coment\u00e1rios que notamos nas redes sociais \u2013 e que t\u00eam influenciado o entendimento das crian\u00e7as e adolescentes sobre o trabalho de carteira assinada \u2013 indicam que ser CLT \u00e9 o \u201cfim da liberdade\u201d. Na perspectiva do professor do Departamento de Economia da UFV, Rafael Campos, essa \u00e9 uma vis\u00e3o deturpada, que coloca o trabalho PJ como a verdadeira liberdade de fazer seu pr\u00f3prio hor\u00e1rio e trabalhar da forma que se quer. Mas, na verdade, a realidade da pejotiza\u00e7\u00e3o \u00e9 outra.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor atenta que, muitas vezes, a migra\u00e7\u00e3o do trabalhador da CLT para a PJ parte do pr\u00f3prio empregador, como uma estrat\u00e9gia para reduzir os custos do\/a funcion\u00e1rio\/a. Isso significa que, mesmo em um contrato PJ, o profissional permanece em uma rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia semelhante \u00e0 da CLT, mas sem as garantias trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, 285.055 processos foram levados \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho por profissionais PJ ou aut\u00f4nomos pedindo reconhecimento de seus v\u00ednculos empregat\u00edcios. A busca por direitos no ambiente de trabalho ocasionou um aumento de 57% nos processos abertos em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal queixa nesses casos \u00e9 de fraude na rela\u00e7\u00e3o de trabalho, onde o emprego \u00e9 mascarado por um contrato PJ. Como explica o especialista, o profissional, apesar de formalmente contratado como Pessoa Jur\u00eddica, muitas vezes acaba submetido a condi\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de um v\u00ednculo empregat\u00edcio, com cumprimento de jornada de trabalho, escala fixa e at\u00e9 exclusividade. Para Campos, isso revela uma \u201cl\u00f3gica oposta&#8221; \u00e0 da PJ. A PJ n\u00e3o \u00e9 liberdade, n\u00e3o \u00e9 para que voc\u00ea possa trabalhar do modo que voc\u00ea bem entender\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Campos diz ainda que essa desvaloriza\u00e7\u00e3o da CLT e o aumento da informalidade s\u00e3o, tamb\u00e9m, uma quest\u00e3o geracional. <em>\u201cH\u00e1 muito pouco tempo, os trabalhadores entravam no mercado de trabalho buscando estabilidade e uma garantia de remunera\u00e7\u00e3o, mas principalmente uma garantia de crescimento, plano de carreira etc. Hoje em dia, o trabalhador entra no mercado visando muito mais esse ganho imediato de curto prazo, sem se resguardar, muitas vezes, at\u00e9 por falta dessa maturidade jur\u00eddica e fiscal\u201d, explica<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o tema, confira a entrevista completa:<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pejotiza\u00e7\u00e3o: Flexibilidade ou Precariza\u00e7\u00e3o? O que diz Economista\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3n1TEA4qHkI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Veja linha do tempo das Leis Trabalhistas no Brasil:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<iframe src='https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/timeline3\/latest\/embed\/index.html?source=v2%3A2PACX-1vSxkYRAlsLK9mo_I8TgpDQmWTNGA0JPyMsY6M0H2_QkacB3CYfWR5YDX61z8vVgBSSXzftKo_2s-Mzh&#038;font=Default&#038;lang=en&#038;initial_zoom=2&#038;width=100%25&#038;height=650' width='100%' height='650' webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen frameborder='0'><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Internet, jovens desvalorizam o trabalho formal e romantizam a pejotiza\u00e7\u00e3o Bianca BrustoliniKamily Nogueira \u201cOs jovens e o medo de ser CLT\u201d. 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